domingo, janeiro 07, 2007

Paragem cerebral

O futebol português é como a pesca da sardinha. Há um período de defeso, quando a malta vai de férias no Verão, mas depois há defesos extraordinários, para mamar filhoses e ir aos saldos, no período natalício que engloba Dezembro e Janeiro.Isto resulta de uma fantástica medida, apadrinhada pelo fabuloso Gilberto Madaíl e de forma não oficial pelo novo leitãozinho presidente da Liga, que é a redução do número de clubes na Superliga, ou Primeira Liga, enfim, a primeira divisão, que era assim que se dizia nas colecções de cromos.
Ora vamos por partes.
Em primeiro lugar, gostava que alguém me provasse que esta redução aumenta a "competitividade" do nosso campeonato. Por que carga de água isto é mais animado com 16 equipas do que com 18? Será que o colosso Beira-Mar é melhor do que o irritante Guimarães? Por que razão andámos então a construir estádios de milhões para clubes regionais e menos que isso, para depois reduzirmos as suas hipóteses de jogarem no escalão principal?
Depois, em termos económicos, que sentido faz isto? Menos dois jogos por ano, menos duas equipas que têm hipótese de, pelo menos três vezes por ano, fazerem uma receita que lhes encha os cofres e ajude a pagar os salários. Mais regiões do país que não beneficiam do dinheiro trazido pela bola, nomeadamente o comércio local (excepto quando é visita do Porto, porque os Super Dragões gamam e não pagam nada). Mais tempo de paragem, em que os fanáticos como eu percebem que é possível viver sem futebol.
Nada disto tem grande lógica.
A minha teoria é simples.
Os Madailes e Loureiros (hum....será coincidência?) perceberam que isto estava uma merda, o povo andava a chatear com apitos dourados e azulados, então "bora lá fazer uma cena qualquer, de preferência sem qualquer utilidade, para fingir que estamos empenhados em mudar o estado das coisas, carago!".
E prontes. Deu a merda que se vê.
O Xôr Loureiro III (depois de valentim e do gajo dos Ban), que sabia de tudo e até aplaudia, faz agora cara de preocupado com a paragem prolongada do campeonato, e até já tem uma medida, vejam lá a eficiência do tipo!!!
Quer criar a Taça da Liga, uma merda que não tem qualquer tradição no nosso país, não servindo para nada senão de remendo de calendário depois da merda feita.
Provavelmente agora vai apressar-se a avançar com a ideia, agora que o FCP foi corrido da Taça a sério.

PS - hihihihiahaiahiahiahiiehehahiaiaiaiaiahaihaiha.......com o Atlético...........ihihiiahahahehehehoehaoaoohhoiiiiihahahiaih...e no Dragôun......Ganda Jesualdo. Eu sabia que podia contar contigo.

Goodfellas

Gilberto Madaíl concorre sozinho nas próximas eleições para a Federação Portuguesa de Futebol tendo em vista os próximos três anos de mandato.As coisas são estranhas, ou talvez não. Em primeiro lugar, quando só há uma lista a concurso, seja qual for a eleição, normalmente é sinal de que tudo vai bem, tão bem que ninguém mais acredita que pode conseguir fazer melhor. E o futebol português é o perfeito exemplo disto, não é?...Depois há a alguns pormenores com a sua lista. Desta constam dois arguidos no processo do Apito Dourado. Felizmente que estão na lista em lugares de pouca importância e sensibilidade, como candidatos a Presidente e Vice-presidente do Conselho de Arbitragem.Provavelmente é coincidência.Mas ainda há outras coisas giras. Como vice-presidente da direcção da FPF temos Hermínio Loureiro, presidente da Liga e sportinguista de ar rústico e simpático que, julgam outros ingénuos, quer limpar o futebol português. No entanto, as associações perigosas de Hermínio Loureiro, esse Baltazar Garzon do futebol português, não ficam por aqui. Não é verdade que o senhor colocou na sua lista, "vendida" como a grande varridela de que o desporto nacional precisa, o major Valentim Loureiro como presidente da mesa da assembleia geral?Eu em relação ao Pai Natal ainda tenho algumas dúvidas, mas em relação a esta maltosa.....