terça-feira, maio 09, 2006

O holandês voador

E pronto, o Koeman (o homem cu, em português), vai-se embora.
Bom proveito.
Já o disse aqui neste blog, o que me incomoda nem sequer é a terceira posição no campeonato, mas sim o fraquíssimo nível de futebol demonstrado pela equipa, com provavelmente dos melhores plantéis que tivemos na última década.
Para além do miserável campeonato, não digeri bem a forma como saímos da Liga dos Campeões. É óbvio que a gente ia ser eliminado, mas não era preciso jogarmos com tão pouca ambição. Koeman queria perder por poucos, para não estragar a sua reputação em Barcelona, e meteu o Benfica a jogar como a Naval. Podia ter dado, mas não é de homem. E, com toda a certeza, não é à Benfica.
Koeman não soube motivar, não soube contratar, não soube escolher. Neste capítulo destaco a obsessão com Moretto, Beto e Robert, e o esquecimento dado a jogadores como Quim, Mantorras, Karagounis, Manuel Fernandes (na primeira metade da época), e vários outros.
Koeman veio valorizar-se e, aparentemente, conseguiu-o. Não me convenceu enquanto treinador, em qualquer dos aspectos relevantes. Que vá em paz, e só é pena não levar com ele Veiga & Vieira.

Aqui fica uma lista dos gajos que nunca deverão, em qualquer circunstância, ser contratados para o Benfica:
1- Manuel Cajuda
2- Jesualdo Ferreira
3- Manuel José
4- Vítor Pontes.

Se é para ser um cancro, ao menos chamem o Toni, que sempre é um cancro dos nossos.

Finalmente!

Acabou esta merda deste campeonato. Enquanto adepto benfiquista, devo confessar que a última parte da época foi mais aborrecida que penosa.
Na última jornada, o Porto B foi empatar ao Bessa, procurando dar uma ajudinha ao velho amigo, mas nem assim as panteras chegaram à Uefa. Não faz mal, com o Papa ao lado, o futuro será risonho.
Os lagartos cumpriram a missão, ganhando sem dificuldades ao Braga do professor Jesualdo, que foi corrido sem que perceba bem porquê. Do Sporting só vi o resumo, mas parece-me evidente a justiça da conquista do segundo lugar. Uma equipa jovem, muito portuguesa e com muita prata da casa, um bom exemplo.
O meu Benfica lá fez mais uma das suas tropelias. E era mais do que esperado. O plantel (e o próprio treinador) entrou de férias com a saída da Champions. Entrou em imediata descompressão, porque tem muita gente sem personalidade para jogar no Benfica e é treinado por um tipo que sempre esteve mais preocupado com a sua imagem do que com o clube.
Em Paços de Ferreira foi lindo: o Benfica com quatro defesas (3 deles centrais), 3 trincos e, depois, o Karyaka (que não jogava há 6 meses), o Manduca (que não ganha uma bola na raça, parece uma Amélia) e o fantástico Piccoli, que merecia uma medalha por jogar ao lado de muito cepo que por lá anda. O Paços, a precisar de ganhar, necessitou apenas de ser um pouco mais aguerrido, arrancando uma vitória justíssima. O Shôr Moretto lá deu mais uma casa gigante, mas foi apenas a face mais visível de uma equipa sem chama, sem alma, sem nada.
Desta jornada lá se salvou a prometida despromoção do Guimarães, que me deu alguma alegria. Talvez na segunda divisão aquela cambada de grunhos e hooligans aprenda alguma humildade. Vítor Pontes conseguiu descer de divisão uma equipa com um óptimo plantel, mas um tipo que aguenta aquele penteado tem de ser, de facto, muito bom.
Pena foi o Belenenses. Mas também, um clube que contrata o Couceiro estava à espera de quê? Pior só se fosse o Luis Campos.
Bom, parabéns ao Porto, um justíssimo campeão, ao Sporting que mereceu o segundo lugar, e ao Braga, que conseguiu mais uma vez o apuramento europeu. Quanto ao Nacional, a equipa que joga numa prisão de alta segurança, quero é que vão com os porcos na primeira eliminatória da Uefa e o seu treinador seja empalado por um rinoceronte entesado.
E que o meu Benfica varra a tralha que por lá anda, aprenda com os que sabem fazer, e que fique não só mais forte, mas também mais digno.
Até à próxima.

quinta-feira, maio 04, 2006

Penúltima ronda

O campeonato superliguesco arrasta-se penosamente até final, quando até a festa do novo campeão perdeu o gás.
Aliás, vamos começar por aqui, pelo caumpeoum.
Depois de, na jornada anterior, ter derrotado uma equipa da segunda divisão com um penalti inventado, derrotou outra equipa quasi-despromovida (ehehehehe, uma rara alegria) com a ajuda do senhor de preto (ou amarelo, que isto agora anda diferente).
O Porto venceu 3-1, mas cada equipa marcou dois golos limpos, e só. Confusos? Não vale a pena. Se calhar a noite de putas do Shôr Árbitro foi pesada, e a ressaca não perdoa, até nos deixa a visão turva.
Com o Sporting, regressou a comédia. Um jovem brasileiro (paranaense? Sitiodopicapauamarelense?) de seu nome Danielson não só dá uma abébia genial no segundo golo lagarto como, na segunda parte, arruma a questão de vez com um autogolo fabuloso, com uma oportuna cabeçada ao segundo poste. Fantástico.
Ainda assim, mesmo perante este carnavalesco panorama, Danielson não conseguiu ganhar o Prémio Comédia, brilhantemente arrebatado pelo nosso estimado Ricardo, pelo seu papel em “Ricardo Mãos de Merda”, com mais um frango daqueles que, admitamos, só um tipo do Montijo com uma voz de paneleiro seria capaz de dar.
O Ricardo é assim. Quando a gente já desistiu de o ver voltar ao seu melhor, aí está ele de novo melhor que nunca. Assim como o Bergman, no Saraband, mas um pouco mais divertido.
O meu Benfica lá vai, arrastando diletantemente a sua pouca classe pelos campos deste país. Desta feita, perante 50 mil adeptos, conseguiu esmagar o perigosíssimo Vitória de Setúbal por um expressivo 1-0.
Pior que a evidente falta de interesse dos jogadores do Glorioso em jogar à bola foram as declarações do senhor Koeman no final do jogo. O bébé gigante veio mandar bocas ao Danielson (sim, esse verdadeiro artista), queixando-se das facilidades concedidas ao Sporting. Eu até concordo, mas Koeman devia era estar bem caladinho e olhar para o que não conseguiu fazer com a sua própria equipa. Danielson rispostou com uma bela boca: “Não o vi dizer nada da sua defesa quando o Liedson fez o que quis dela”. Na mouche, digna de um verdadeiro lagarto.
Fala-se muito agora de que o Koeman se vai embora. Eu não morro de amores pelo senhor, mas até acho que devia continuar, para com mais estabilidade mostrar o que vale. Os jornais dizem que o terceiro lugar no campeonato poderá empurrá-lo para fora. Bom. Em primeiro lugar, essa questão não se põe. É um bocado a mesma merda ficar em segundo ou terceiro (nós vamos ficar em terceiro mas somos cabeça de série na pré-eliminatória, pelo que não deverá ser muito difícil). Por outro lado, enquanto adepto, não é o terceiro lugar que me faz desejar vê-lo longe. É mais o nível fraquinho do nosso jogo, as opções mais que discutíveis (porquê Robert, por que não Mantorras, etc) e o seu risinho parvo em geral, isso é que me levaria a aceitar bem a sua partida.
O ano passado fomos campeões e todos suspirámos de alívio quando o velhadas do Trapalhoni se pôs a andar.
Koeman, se queres bazar, baza. Deixa é de te armar em esperto e, já agora, leva o Vieira, o Veiga e o Robert contigo. Ah, e o Beto, ele pode levar-vos as malinhas.
Saudações benfiquistas.