Habemos campeone tripeirus
E pronto, o inevitável aconteceu. Com o melhor plantel do futebol português em mais de uma década, o Porto lá chegou ao campeonato, após ter vencido uma equipa da segunda divisão com um penalti inventado.O facto mais significativo desse jogo foi, no entanto, bem mais marcante que a conquista de um caneco: foi o regresso do Cornetas.
Afinal, aquilo de que qualquer português bom chefe de família estava convencido (e feliz), que o Cornetas já teria morrido de falta de ar ou tivesse passado os últimos anos a sofrer atrozmente de flatulência bucal, numa qualquer cave cheia de mijo na Invicta, tudo isso era mentira, não passava de wishful thinking, meus amigos.
Perante a perspectiva de vencer o campeonato já este fim de semana, em casa do Porto B, o Cornetas voltou ao activo, azucrinando o juízo a todos os telespectadores deste país com a sua chinfrineira de touradas e zarzuelas. Ao ouvir aquele inconfundível som que me lembra do Portugal profundo, de imediato fui transportado para os terríveis anos 90, em que o Porto papava tudo, comandado pelo oliveiresco bigode ou pelo pescoço do Engenheiro Santos, e o meu Benfica se arrastava pelo meio da tabela ao sabor de Nelos, Paredões, Kings e Paulos Pereiras.
Saltei do sofá e, já me sentindo melhor depois de vomitar, ainda fui a tempo de ver os festejos da vitória do Porto. A 3 minutos do fim, uns quantos marmanjos, membros da elite dominante do FCP, entraram no bem guardado campo e entretiveram-se a gamar tudo quanto os jogadores do seu clube tinham no corpo. Esperto foi o Quaresma, que já sabia de tudo e pediu para não ser convocado, senão lá se iam os brinquinhos de ouro e os telemóveis de sabão.
No fim da partida, milhares de pessoas saíram à rua numa aldeia a norte do Douro, festejando a conquista, justa, de mais um título para o seu clube. Nessa linda manifestação de clubismo, esteve reunido o maior grupo de sempre (é verdade, entrou para o Guiness) de chungas, feiosos e bimbos, tendo sido registada a maior densidade alguma vez vista de grunhos de boné (apesar de ser de noite) e de argolinha marota na orélia.
Até em Lisboa, berço do rival Benfica e do insignificante Sporting, o Marquês do Pombal foi invadido por uma multidão de foliões, mais concretamente três, dois jornalistas e uma velhota que procurava uma farmácia de serviço e se perdeu.
Depois do apito final, o Cornetas desapareceu.


3 Comments:
A inveja é uma coisa muito feia. Primeiro, a multidão reunida à volta do Estádio do Dragão fez sombra ao maralhal de não menos sabujos, saloios e grunhos mouros avermelhados a polularem pelo marquês (em esporádicas manifestações de vitória). E depois, pela capital, os portistas já não são espécimes raros de quem nunca se ouviu falar. É verdade que, por cá, ainda somos poucos, mas bons. E, sobretudo, festejamos buéééé!
O porco é uma naçon! Pequinina, mto pequinina, mais pequena que o Luxemburgo, mas cheia de bigodaças feiosas e grunhas. Pronto mais uma vez o título de campeão nacional português foi para uma equipa estrangeira. Parabens à nação dos morcões!
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